Voluntário Jorge Dias:

“Tudo começou com o livro “Do outro lado do Mundo – cartas da Birmânia” da Laura de Vasconcellos!! Feliz momento em que encontrei este livro e que me levou até à ADDHU!

Depois de ter viajado por alguns países asiáticos, continuo a sentir um grande fascínio pelo “outro lado do mundo”, contudo são as pessoas que encontramos que nos fazem crescer interiormente!!

O Nepal foi mais uma experiencia nesse sentido. Mas os momentos que mais recordo foram os do primeiro dia e do ultimo dia!

Assim que cheguei à escola em Mangalpur, a felicidade que as crianças mostraram foi impressionante.

Como Prof. De Educação Física, pude fazer aquilo que mais gosto! Tenho a certeza que “ganhei” mais eu do que propriamente as crianças com a minhas aulas e a minha presença, pois a experiencia foi arrebatadora para mim! Mas se muitos de nós o fizermos directa ou indirectamente, é certamente digno da nossa condição humana, pois como alguém já disse - Os Direitos Humanos é uma questão de todos nós!

Passados 4 meses, mantenho contacto com o Prakash e com outras pessoas que lá conheci!! Os Nepaleses em Mangalpur receberam-me de braços abertos. Mesmo com os não falam inglês, podemos ficar horas a fio a trocar vocábulos e emoções gestuais no ambiente tropical e caloroso ao som de uma língua totalmente desconhecida para nós.

Tentei difundir o gosto pelo desporto e pela actividade física em Mangalpur! Várias vezes corri com os jovens ás 5 horas da manha (eles iam acordar-me!!) ladeados pelos arrozais!

Deixei Mangalpur “apertado” interiormente e com um despedida marcante, ao som dos batuques! Recordo com carinho cada gesto de mãos em forma de cumprimento e a sonoridade da alegria que exaltava em mim, aquando de um simples "Namasté"!

Nesta altura, só sei que lá voltarei e grande verdade é que não é possível traduzir por palavras tudo aquilo que lá vivi!

Namastê Nepal, Namastê ADDHU”


Voluntários da ADDHU no Nepal


 

Voluntária Filipa Rodrigues:

“Namasté Nepal!

Fica lá no meio do mundo, no meio dos mundos! Onde ninguém dá por ele… No meio do pão, está o Nepal. Já passaram cerca de 6 meses desde que voltei e, até hoje, ainda não consegui passar para o papel aquilo que senti naquele mês, enquanto vivi em nepalês.

A única coisa que não aprendi foi a língua, tudo o resto absorvi que nem uma esponja seca perto de água! E que água… O clima no Nepal é tropical. Chove a sério e faz calor a sério.

Esta foi a minha primeira experiência como voluntaria e foi muito gratificante, como ser humano, ter estado naquele país. Alimentar-me, literalmente, de cultura nepalesa. Repetiria tudo de novo com a certeza que cada vez que voltasse, o meu trabalho, a minha presença seriam mais e mais relevantes. Porque, antes, é preciso aprender. Aprender a viver a cultura, os desejos, perceber as nossas e as limitações de quem nos recebe...

Para mim, ser voluntário é estar atendo. Hoje, percebo quantas formas há de olhar o mundo e quantas cores pode ter o arco-íris de cada um. O nosso trabalho foi partilhar. Foi partilhar e receber diferentes formas de ver o mesmo, diferentes formas de ser pessoa. Foi ensinar inglês para que possam falar ao vento, mostrar que a higiene é importante e nos protege, mas foi aprender tanto mais! Que a terra é bem maior do que prevíamos, que a verdade nem sempre é a nossa, que o pouco pode ser simplesmente, suficiente, pode ser, perfeitamente, suficiente.

Foi mais que suficiente para me ajudar a crescer. Hoje sou “maior” por ter cumprimentado toda a gente da aldeia com um sincero Namasté.”


Voluntários da ADDHU no Nepal



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